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Aguas de março…Fito Paez / Antonio Carlos Jobim

August 14, 2009 - 4:13 pm 25 Comments

Águas de Março”) is a bossa nova song composed by Antonio Carlos Jobim. Jobim wrote both the English language and Portuguese lyrics. When writing the English lyrics, Jobim endeavored to avoid words with Latin roots resulting in the English version having more verses than the Portuguese. Another way in which the English lyrics differ from the Portuguese is that the English version treats March from the perspective of an observer in the northern hemisphere. In this context, the waters are the “waters of defrost” in contrast to the rains referenced in the original Portuguese, marking the end of summer and the beginning of the colder season in the southern hemisphere.[1].

In 2001, “Águas de Março” was named as the all-time best Brazilian song in a poll of more than 200 Brazilian journalists, musicians and other artists conducted by Brazil’s leading daily newspaper, Folha de São Paulo.

Duration : 0:3:47

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Elis Regina, Águas de Março

August 2, 2009 - 3:30 pm 25 Comments

Águas de Março, de Tom Jobim, imortalizada pela genial Elis!
P&B
Programa Ensaio, TV Cultura

É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um caco de vidro, é a vida, é o sol
É a noite, é a morte, é um laço, é o anzol
É peroba do campo, é o nó da madeira
Caingá, candeia, é o Matita Pereira

É madeira de vento, tombo da ribanceira
É o mistério profundo, é o queira ou não queira
É o vento ventando, é o fim da ladeira
É a viga, é o vão, festa da eeira
É a chuva chovendo, é conversa ribeira
Das águas de março, é o fim da canseira
É o pé, é o chão, é a marcha estradeira
Passarinho na mão, pedra de atiradeira

É uma ave no céu, é uma ave no chão
É um regato, é uma fonte, é um pedaço de pão
É o fundo do poço, é o fim do caminho
No rosto o desgosto, é um pouco sozinho

É um estrepe, é um prego, é uma conta, é um conto
É uma ponta, é um ponto, é um pingo pingando
É um peixe, é um gesto, é uma prata brilhando
É a luz da manhã, é o tijolo chegando
É a lenha, é o dia, é o fim da picada
É a garrafa de cana, o estilhaço na estrada
É o projeto da casa, é o corpo na cama
É o carro enguiçado, é a lama, é a lama

É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um resto de mato, na luz da manhã
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração

É uma cobra, é um pau, é João, é José
É um espinho na mão, é um corte no pé
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um belo horizonte, é uma febre terçã
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração

Duration : 0:3:49

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